Relatório divulga novos dados da pesquisa sobre violência doméstica contra mulher

23 de novembro de 2017

Em solenidade promovida pela ONU Mulheres Brasil e pela Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, na tarde desta quinta-feira (22 de novembro) foi lançado o terceiro Relatório Executivo da Pesquisa Condições Socioeconômicas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (PCSVDFMulher) cujos responsáveis técnicos são os professores José Raimundo Carvalho (CAEN/UFC e LECO/UFC) e (CAEN/UFC e LECO/UFC) Vitor Hugo de Oliveira Silva (IPECE e LECO/UFC).

Sob a coordenação geral do Prof. José Raimundo Carvalho, a pesquisa é realizada pela Universidade Federal do Ceará, pelo Institute for Advanced Study in Toulouse e o Instituto Maria da Penha com financiamento da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres do Governo Federal e apoio do Banco Mundial e do Instituto Avon.

O estudo revela que 4 entre 10 mulheres que cresceram em um lar violento disseram sofrer o mesmo tipo de violência na vida adulta, ou seja, há uma repetição de padrão em seu próprio lar. A chamada transmissão intergeracional de violência doméstica (TIVD) é definida como um mecanismo de perpetuação do problema, que, segundo os estudos, sugere maior incidência em lares onde a mulher, seu parceiro ou ambos estiveram expostos à agressão na infância.

O mesmo percentual (4 em cada 10 mulheres) também surge em relação ao impacto no comportamento masculino, revelando que parceiros que cresceram em um lar violento também cometeram agressões contra suas parceiras.

Segundo a pesquisa, 1 em cada 5 mulheres teve contato com algum tipo de violência doméstica na infância ou na adolescência; 23% afirmaram ter lembranças da mãe sendo agredida e 13% sabem que a mãe do parceiro também sofreu algum tipo de agressão.

O estudo sugere que crianças expostas à violência doméstica têm maior probabilidade de sofrer agressões em relações afetivas ao longo de suas vidas adultas.

Acesse no link o Relatório.